Depois de muito tentar, decidi ligar, muito fácil, o numero estava na minha cabeça, no meu sangue, então foi só deixar que do interno passasse aos dedos e que esses tocassem a tela. pronto, chamava. demora , ansiedade. Ah quem eu queria que atendesse atendeu, mas como sempre não me reconheceu logo de cara, e olha que sempre fui dos seus. A vida, esse foi um dos primeiros assuntos, como estávamos, em que ponto de maioridade nos encontrávamos, e os acontecimentos de sua vida.
Me preocupei, é verdade, quando soube que estivera com problemas que a afastaram de sua rotina, tão modificada, não só ela, mas os pais e a irmã, pelos quais tenho um enorme apreço. Como sempre, com tranqüilidade disse: Tá tudo bem, já passou.
E fizemos planos , discutimos carreiras, contamos casos, como se tivéssemos nos visto ontem, quando já nem me lembro do último encontro. Promessas de revermos, de sairmos, enfim, uma prosa entre amigos.
Mas como é bom escutar aquela voz, que sempre é otimizante e te serve de amparo , nem que seja só por telefone. Vamos ver o que outros telefonemas trarão....
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