quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Ando


Ando cheio de vazios ultimamente. Tentei comer alguma coisa, mas não era fome. Aí comecei a ler um livro, mas não era tédio. Tava precisando de alguém, só podia ser isso. Então fiquei com uma menina, mas não era carência. Ou era tudo junto, não sei. Só sei que as coisas me enchem ou me faltam demais e eu não consigo achar um equilíbrio. Não tô dando conta de mim e ninguém mais dá também. Ás vezes ten
ho um corpo, ás vezes uma alma, mas nunca os dois. E pela metade assim não me basta, pouco nunca me roubou a solidão. Na cabeça passam mil filmes, tenho milhares de conversas comigo mesmo todos os dias, ensaio falas que nunca são ditas, quase enlouqueço. Ou já enlouqueci. O coração vai batendo cansado, sem motivo pra acelerar. Talvez eu precise de alguém pra ocupar os pensamentos e todo o resto. Talvez eu só esteja em crise e precise melhorar minha relação comigo mesmo, me conhecer mais a fundo. Ou conhecer novas pessoas, sair da rotina. Só sei que eu preciso de alguma coisa e preciso pra ontem. Me tira dos dias iguais, da medida de sempre, caminho de sempre, do nada. Me tira da linha, que eu sei o caminho de volta. Quem sabe eu volte em breve ou não volte mais.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Copo Vital de Água


As vezes a gente para e faz uma tempestade num copo d'água julgando tudo o que a vida não facilita, a gente julga inúmeras decisões que a vida interrompe. Mas espera, a sua hora vai chegar, você vai conseguir é só ter um pouco de paciência, a sua hora vai chegar. A minha não chegou, mas eu sei que todos tem o que merecem, nunca vi quem passou por essa vida sem sorrir e dizer que é feliz por tudo e todos que estão ao seu lado. A vida é essa!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sorria, apenas sorria, agora!


  A ditadura do sorriso tá em voga hoje em dia, já notaram? Todo mundo é feliz e satisfeito o tempo todo, e se você não for... bem, tem algo errado aí. É claro que é bom incentivar sorrisos e puxar para cima quem a gente gosta, sempre que puder o faça. Mas essa mania feia de ver a tristeza do outro como fraqueza incomoda. Até parece que não existem dias em que tá tudo cinza, sem gosto, sem cheiro e desafinado.
  Pelo direito de dar uma choradinha no banho, ouvir músicas tristes e ligar pras amigas cheia dos lamentos.
Por que não? É fato que só sabemos, realmente, o que é felicidade quando conhecemos a tristeza. Não à toa o poeta cantava “É melhor ser alegre que ser triste...”, mas ele também se lembrou de dizer que para ser belo, o “samba” também precisa de um ‘cadinho de tristeza. Uma das melhores metáforas sobre a vida, lindezas.
  Fazer carão o tempo todo, no maior estilo ‘semi anestesia’, ajuda a disfarçar, não a superar. E já que choro preso é bagagem desnecessária, desapega.
Quem disse que a gente tem sempre que moquear as emoções? Quem disse que a gente não pode se sentir triste?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Queria Alguém


                                                   Queria alguém, sei la, só para ter ou para amar.

     Tenho uma força gigante por dentro que me faz ter paciência e muita calma em esperar um alguém chegar, não é que eu esteja desesperado para amar assim mas é porque nessa vida nós passamos por tantas coisas, e seria bom ter alguém para contar nas horas difíceis. No coração cada um tem seu espaço, família, amigos e amores, quando um espaço esta em aberto isso começa doer e atrapalhar a convivência com todos os outros que já ocupam seus devidos lugares. Uns chamam e necessidade desesperadora, mas eu prefiro chamar de carência. Eu sou carente e gosto de ser assim, zelo, prezo e desejo sentimentos bons!
     Quando estamos precisando de alguém a nossa imunidade fica tão baixa a ponto de nos apaixonarmos por qualquer pessoa e colocamos uma intensidade absurda, achando que realmente encontramos o amor de verdade, então nós depositamos toda a confiança, amor e respeito para quem no final nos decepciona por qualquer merda numa balada que foi com os amigos. E nossos sonhos vão embora por causa de uma noite, uma merda, uma balada e uns amigos. Sempre foi assim, e claro que tudo seria mais fácil se viesse escrito na testa quem presta e quem não presta. Mas do jeito que sou, seria bem capaz de querer passar corretivo em cima de quem não presta só para fazer prestar.
      Eu queria é alguém agora que tivesse a voz bem calma e poderia até ser um pouco roca, ter 1,70 de altura no máximo, alguém que tivesse um coração bom e que pudesse me entender, pois eu tenho uma necessidade compulsiva, intensiva, absurdamente de ficar perto de quem eu amo. Eu acho que a partir do momento que você passa amar alguém, você precisar estar junto sempre e claro que não é para sufocar, mas é para entrelaçar os braços no pescoço e beijar muito. Eu queria alguém, é só isso que desejo no momento, pode ser que daqui alguns anos eu queira outras coisas, mas no momento eu queria um alguém que ficasse.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Decidiu não decidir


           Estava pra nascer uma pessoa indecisa como ele. Ele, que, por sinal, já tinha nascido indeciso: recebeu de seus pais um nome duplo e não conseguiu decidir se é melhor se apresentar com o primeiro ou o segundo nome. anos se passaram e a dúvida permanece.
Na escola, o primeiro nome era o preferido dos amigos. Em casa, era conhecido apenas pelo segundo nome, quase sempre usado no diminutivo, coisa que persiste até hoje, afinal, as mães teimam a entender que sim, os filhos crescem.
         Ele demorou a perceber que essa sutileza de seu caráter, essa indecisão intrínseca ao seu modo de vida, vinha de cedo. Nada poderia exemplificar de maneira mais precisa essa sua natureza indecisa do que o fato de, após apelidos, diminutivos e alcunhas, permanecer a dúvida a respeito de qual nome utilizar.
Todo mundo sabe quem é. Todo mundo, entre milhões de apelidos que podem surgir em casa, na escola, no trabalho, no futebol, na cama, sabe como prefere ser chamado. Todo mundo menos ele.
         Não que ele pense nisso 24h por dia. A dúvida só surge de fato quando ele precisa se apresentar a alguém.      A cena é clássica: naqueles breves instantes entre a esticada da mão (ou a esticada do pescoço, para dar um beijinho de bochecha) e a abertura da boca para proferir seu nome, a dúvida, tal qual um morador com dor de barriga faz com a porta de sua casa quando percebe que esqueceu a chave, bate incessantemente. Quem ele vai ser dessa vez?
        A indecisão (e talvez a loucura, diga-se de passagem) fez com que ele criasse teorias acerca de sua personalidade. Definiu que o primeiro nome era mais introspectivo, mais sério, mais calça de moletom e tabuada do 7. Já o segundo era mais de esquerda, mais dos telefonemas de telemarketing, mais da vida. Julgou que ter dois nomes significava que ele poderia ter também duas personalidades. A verdade é que mesmo se tivesse apenas um nome, continuaria tendo múltiplas personalidades. A desculpa dos nomes, pelo menos na cabeça dele, é que servia perfeitamente para a ausência de decisão que permeava a sua, ou melhor, as suas existências, já que não era um, senão dois.
        Em momentos de indecisão, essa teoria dos nomes e das personalidades ganhava força na mente dele.  Quando importantes decisões demandavam sua atenção, ele ficava mesmo era pensando nessa coisa dos nomes, nessa coisa da indecisão que nasceu com ele, muito antes de que ele pudesse ter percebido que era assim, e nada poderia fazer para mudar. Quer dizer, até poderia fazer alguma coisa para mudar isso. Ele é que não sabia, dentre as muitas opções, qual escolher.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

À cavalgar

Ó minha menina vejo que tu mudaste


Se foi aquela criança, a qual me apresentaste
Vejo uma mulher com voz e voto
Mas sinceramente o mundo é tão impróprio
Eu sei que não é tão fácil assim
Quem dera tudo ser como alecrim
Pode achar fraqueza, mas eu sei do que lhe falo
Choro, riso e raiva semearam um passado
Mas acredito plenamente que o futuro ta guardado

Politizar-se tem efeito, mas sonhar tem mais meu jeito
E acredito que um dia vai melhorar
Se cada um fizer sua parte e ao próximo ajudar
Amarmos uns aos outros, sem por trás nada querer
Tomara que tão pleno possa ser
Sou dos sonhos, das palavras, das vontades
Você, uma menina que acredita nas cidades

Posso e vou cair do meu cavalo muitas vezes
As estações sempre mudam com o passar dos meses.
Vamos, vamos indo o caminhar é longo
Oque importa é a jornada e contigo quero fazê-la
Ver-te brilhar em toda a trilha

Mas eu te peço, ó querida
Liberte aquela dócil menina
A menina das bonecas e ideias
Por que assim conseguirá bem mais
Te amo, não duvides, mesmo não sabendo amar
Minhas palavras para ti eu vou deixar.

terça-feira, 5 de junho de 2012



     Não precisamos ter um grande motivo, nem um grande acontecimento, para simplesmente estarmos felizes ou alegres.
     Vem de dentro de você, é uma coisa que não tem explicação, é tão bom você sentir-se bem,ou mesmo fazer alguém feliz é algo diferente, você pode não estar feliz por dentro mais vendo um sorriso de felicidade de alguém, não há nada melhor, é como você fosse ela e tivesse vivendo o que ela está sentindo!
Nada é, mais do que simples acontecimentos, simples fatos, simples gestos que podem mudar completamente o nosso astral e o nosso dia, porque aliais felicidade não faz mal a ninguém nê?

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cadavérico

      Ok, eu sei , a inveja ta aí, pra todo mundo ver, seja em fotos de gatos e cachorros, ou em memes, e também vemos conselhos e filosofias de para-choques de caminhões, como: derrube com um sorriso, pise, passe por cima.
     Mas quando você vê ali, a parada acontecendo, meio que na sua cara, te puxando pra baixo, é dolorido, revoltante. A vida tem um curso, siga-a, eu não necessito de você, você não precisa de mim (graças a deus). Agora tentar, por métodos primários e infantis derrubar alguém, é muito baixo, até mesmo pra você. Meu mundinho- palavras suas- já estava em rotação, quando perto dele você chegou e entrou, sem minha permissão, diga-se de passagem, primeiras impressões muitas vezes falham, a minha não falhou, com uma semana de convivência nos estranhamos pela primeira vez, ali foi o ápice, eu já havia decretado sua "extradição", não cumpriram uma ordem minha..... Agora também sofrem as consequências como um cão.
    Não posso fazer absolutamente nada por você e nem faria, pode ter certeza, eu não moveria uma palha, uma pedra. Se eu te desejo algo? Distância e um segredo: O segredo de saber como morrer. Uma morte perfeita. Um belo cadáver.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Como salvar uma vida?

    Dizem que muitas histórias não são retas, como deveriam ser, muitos aspectos deveriam ser levados em conta, há muitos entortadores de histórias por aí. Como eu mesmo digo uma história pra ser perfeita tem que ter curvas.
    Um caso me tocou esses dias, era uma mulher, dona de história não perfeita mas com muitas curvas, curvas com altas periculosidade.
    Eu a conheci na infância, infância remota, daquele tempo que eu mesmo não gosto de lembrar, mas que vira e mexe adentra o presente destroçando e destronando o eu atual. Ok, voltando à mulher, ela era dona de muitas alegrias, literalmente. Era uma pessoa sem tempo ruim, pronta pra ajudar quem pedisse, era completamente louca, louca no bom sentido; óbvio, não sou do tipo de conviver com loucos literais, morro de medo de me encantar e me tornar um deles, pré- disposição não falta. Ela tinha hábitos que faziam alguns, os irritantes conservadores que não conservam nada, olharem para ela com alguns olhos de desaprovação, por incrível que pareça para mim não.
    Uma vez, aconteceu uma daquelas histórias que a gente, criança na época, nunca esquece, na casa em que minha mãe mora, por uma medida de segurança, a porta da frente da casa não tem maçaneta (palavra engraçada, maçaneta), então caso a porta batesse ficaríamos impossibilitados de entrar sem a chave, e isso aconteceu! Eu, minha mãe e não me lembro se meu irmão, deixamos que o vento batesse a porta quando estávamos no lado de fora num dia de chuva, uma chuva não tão fraca. Essa moça, prontamente ofereceu ajuda, como o telefone para ligar para um chaveiro, ou até asilio caso tivéssemos que passar a noite fora de casa. Nunca esqueci aquela boa ação, mesmo que só o telefonema resolveu o problema .
    Agora, descubro que aquela mulher, tão vital, hoje não responde por si, está doente, bem doente, precisando de ajuda, de amparo e de cativo, coisa que os filhos, as únicas pessoas que lhe restam, lhe negam e aqueloutras que lhe viravam o rosto hoje me dia não sabem nem quem é, e nem fazem questão de saber. Invalidez, é isso, infelizmente, que a caracteriza hoje. Isso me doeu, no fundo, mais fundo até que as lembranças da infância. Está chovendo mais do que nunca e acho que um telefonema agora é mais do que necessário.


terça-feira, 24 de abril de 2012

Ex amigo

    Engraçado como nem tinha passado tanto tempo assim. Talvez 5 ou 6 anos, não mais do que isso. O fato é que ele estava completamente diferente. Admito: eu já não o reconhecia mais. Claro, agora ele estava mais velho, barbado, cabelos desgrenhados e um estilo de se vestir que nem de longe lembrava aquele garoto certinho, que era adorado até pela mais carrasca das professoras. O que me incomodava, contudo, era olhar para ele e mesmo por trás da barba, das rugas, do penteado e das roupas, não reconhecê-lo.
     Suas palavras, seus gestos, seus pensamentos: quem era aquela pessoa? Um estranho? Sim, um estranho. Nada mais, nada menos. Se cruzasse com ele na rua, claro que pararia pra dizer oi. Mas e depois do “oi”? Faltava assunto. Aliás, faltava tudo. Faltava uma ligação, algo que um dia tivemos e hoje não vejo nem sombra. Algo se perdeu no caminho e tento insistentemente descobrir o que é. Simplesmente não consigo, e isso é tudo que posso dizer.
     Será que foi o tempo que fez a gente ficar distante? Ou será que foi a distância que fez o tempo parecer tão longo?
     Ele era um grande amigo. Hoje já não é mais. É um desconhecido, um qualquer. Alguém que me fez pensar se existe a expressão “ex-amigo”.

Arquivar: Coisas Ruins,

Me desliguei um pouco dessa paranoia de o que os outros vão pensar? Vou agir, segundo a minha vontade, segundo aquilo que eu julgo certo, que se danem os outros, afinal quem vai viver o momento sou eu! E dai se eu acordar arrependido? Pelo menos não terei dormido na vontade! E se eu errar? Ah, arquiva aí como experiência.
  No futuro talvez sirva, nem que seja pra contar pros netos.




segunda-feira, 23 de abril de 2012

Cinema Mudo

A vida é um tédio, a vida é um filme do Leste Europeu, com uma trama minimalista e arrastada dirigida por um cineastra aclamadíssimo que eu não sei o nome por que não sou culto o bastante e no final da sessão os “pseudointelectuais” discutem qual é o sentido do filme e o que o cineastra quis dizer, mas o que ninguém sabe é que o cineastra não quis dizer nada, nada. Ele deve é, estar rindo da nossa cara por que sabe que o filme é um saco e não tem sentido nenhum.
Mas não reembolsam o seu ticket, então se empanturre de pipoca enquanto não acendem as luzes causando aquele cegão momentâneo do final do filme .

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Fábulas de um Amor, doído amor

         " Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso. Será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso. Será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não. Amor não se pede, é uma pena. É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa? Ele sabe, ele sabe.
          Quisera eu poder resolver tudo o que me aflige, acabar de vez com esse Carma ou até mesmo o Dharma que não se manifesta intensamente, como eu sou.  Eu posso ter tudo, tenho muitas oportunidades, sou de certa forma  um show de pessoa, mas algo me falta."
          Desejo que você possa melhorar, que ache um novo talvez "velho" amor por que de amor é que se vive, minha cara. E no fim de tudo, sorria, aquele sorriso que tanto me cativa, mas não conta pra ninguém, detesto expressar emoções!


                                              

Fogo e Gelo




Alguns dizem que o mundo acabará em fogo,
Outros dizem em gelo.
Fico com quem prefere o fogo.
Mas, se tivesse de perecer duas vezes,
Acho que conheço o bastante do ódio
Para saber que a ruína pelo gelo
Também seria ótima
E bastaria. 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Cara Valente

As pessoas, não, algumas pessoas aprendem a guardar os sentimentos. guardar, esconder, mascarar, e com o tempo passam a se mostrarem mais fortes, inabaláveis e agirem como se os sentimentos não fizessem parte do mundo do dito tal.
E pensando nisso, nessas pessoas as vi do tipo que precisava de atenção, de ser amada por todos, de precisar de um namorado pra ser feliz. Sempre passam a imagem de ser forte. Mas só por isso as pessoas achavam que elas nunca choram, que nunca sofrem, que nunca amam. E esse foi e é maior erro delas, achar que por serem fortes elas não tinham um coração.
Nesse ínterim, a playlist toca, por obras do destino, coincidências ou por escárnio, não sei. Cara Valente. Uma música que diz assim:

Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir...
Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar
Com o coração
Olha lá!
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo Cara Valente
Mas veja só
A gente sabe...
Esse humor
É coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai não...
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver na pior
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver
Nesse mundo de mágoas..
 
 É esse tipo ta aí, aos baldes querendo (sobre)viver num mundo de mágoas

Roda Gigante



To vivendo porque me jogaram aqui.
Lugar onde um quer engolir o outro na intenção de passar a frente. 
Estar na frente é status que muda com o tempo. 
A vida é uma roda gigante, e  o apressado passa mal e desce!
O que muda são as paradas alternadas dessa roda gigante e as pessoas que nela rodam junto.
Cada qual com seu estilo e modo de vida própria
 Vivendo cada qual em seu anonimato rodando em símbiose constante…

quarta-feira, 4 de abril de 2012



"Uma nuvem não sabe porque se move em tal direção. 

Sente um impulso… 

É para este lugar que devo ir agora. 
Mas o céu sabe os motivos e desenhos 
por trás de todas as nuvens, 
e você também saberá, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes.

   (Richard Bach)

Venha sono.

Saudade e solidão machuca, e me resta imaginar como seríamos mas não somos. Odeio ser feliz apenas 5 horas por dia, quando estou dormindo e não penso em você. Em você? Quem?
... Cansando de inventar amores, é chato falar disso, mas é verdade, eu invento amores. Incomoda é sentir saudades do que não existe, sentir saudades de quem? Nunca mereceram minha saudade, mas no fundo eu sempre senti. Tá faltando algo, tá faltando alguém. Pareço impotente, consigo tudo pela metade, amar pela metade, receber amor pela metade. Eu não tenho auto confiança, e isso me mata. Então eu começo imaginar o que não existe, inventar amores e pensar nas coisas bonitas, e durmo.



terça-feira, 3 de abril de 2012

Super Poder



Engraçado, crianças sempre desejam ter  super poderes. Poder voar, ler pensamentos, ter super força, ou no meu caso; poder materializar coisas.
Quando crescem, passam a querer ter beleza máxima, super corpo, super conta bancária, um super carro ou no meu caso, uma vida lá fora.
 Mas eu acredito em super poderes, não aqueles da Marvel, mas quem me dera ter a invencibilidade do Volverine, a inteligência do Batman, a ironia fina da Mística, ou a telepatia da Jean Grey. Acredito que é uma grande mostra de super poder, você sair nessas ruas de hoje em dia, acredito que,  se relacionar com pessoas é necessário toda a inteligência do mundo, pra amar é preciso ter telepatia...
 Mas os poderes que a vida nos dá são pequenos comparados aos quadrinhos, ou simples..... Eu tenho um super poder. na verdade desconfio de dois.
 O primeiro é  o dom de ver através das músicas que ouço minha vida, exatamente como ela está, seja em que estado esteja, Se acontecer alguma coisa, triste, alegre, deprimente, mongol  e eu abrir uma página de músicas, Pá.... lá vai estar ela, linha por linha, riam por rima, melodia por melodia. Isso é incrível pois me faz pensar em como a situação se desenrolou eté ali.
  Outro poder seria minha habilidade de  esquecer exatamente o que quero, não me importar com assuntos que me desgastariam, me tirariam noites tranquilas e me machucariam. Se eu decido não saber, ah eu não vou saber, eu não vou lembrar, eu vou ser tomado por uma onda de impassibilidade tão grande, mas tão grande que nada a abalará e no fim.... um sorriso, desses de canto de boca, com um leve levantar de sobrancelhas .
   Que  os poderes se manifestem e façam seus heróis, sobreviventes.

Pare e Olhe

Essa cidade está mais fria agora,
Eu acho que ela esta cansada de nós
É hora de agir
Eu estou me livrando da ferrugem
Meu coração está ligado a qualquer lugar, exceto aqui
Eu estou me encarando, contando os anos
Mãos firmes seguram o volante
Cada olhar está me matando
Hora de fazer um último apelo pela vida que eu levo
Pare e olhe
Eu acho que estou me movendo, mas não vou a lugar algum
Sim, eu sei que todo mundo tem medo
Mas eu me tornei o que não posso ser
Pare e olhe
Você começa a se perguntar por que você está aqui e não lá
E você daria tudo para conseguir o que é justo
Mas justo não é o que você realmente quer
Oh, você pode ver o que eu vejo?
Eles estão tentando voltar, todos meus sentidos agüentam
Soltar os pesos, eu nunca pensei que conseguiria
Pés firmes, não falhem agora
Eu vou correr até você não conseguir cair
Mas algo tira meu foco e eu desisto
Pare e olhe
Blindar os sentimentos não parece tão errado
À medida que a vida te ensina, ou melhor
Te obriga a continuar.
Pare e olhe 
Infelicidade é uma questão de sufixo
E sucesso ah, esse há de chegar. Ah, ele vai chegar, eu sei eu sinto
Duvida? Então pare e olhe.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Que falta faz.

Tava lembrando da vida, eh, da vida, essa gaita rouca que insiste tocar e me atrapalhar os sentidos, devido a uniformidade do som. E nesse pensar tão despretensioso, retorno ao passado e me lembro de coisas que não vou ter nunca mais,  sim, dessas eu posso dizer com força e clareza. Nunca mais .
 Tá fazendo tanta falta aquele cheiro de lanche na sala do maternal, onde as lancheiras eram o gritar da moda, e as crianças, pelo menos do meu tempo, não se importavam com quem você era e cinco minutos depois da musiquinha do meu lanchinho, meu lanchinho.... eram os melhores amigos do mundo!
 Tá me matando de falta ir ao parque de diversões, aquele que meu pai me levou, aquele onde o mundo era  só meu e dele, e  pela primeira vez me ensinou enfrentar os medos, numa centopeia que se fazia passar por montanha russa, me ensinou que o céu é o limite pra quem tem força na vida, ao chutar uma bola de ar  para cima tão longe  até se perder em frente aos meus olhinhos de criança
 Tá me faltando o leite com canela que minha mãe fazia enquanto eu tomava banho e colocava o pijama comprido de flanela pra depois tomar na mamadeira aquela bebida.
Tá me fazendo falta escutar aqueles conselhos tão puros, curtos e objetivos do meu avô, geralmente vindos com exemplos bem rurais. E ao ver que tinha entendido passar a mão na minha cabeça, balançando os cabelos que eram tão rebeldes quanto o dele.
 Tá me fazendo falta ser cuidado, simplesmente cuidado, sem obrigações de um adulto, sem frieza, desdém ou qualquer segunda, terceira ou quarta intenção.
 Tá me faltando ser gente, ter sentimentos de gente, ver gente ter sentimentos comigo. Tá faltando sentimento na sociedade.
 Tá faltando taaaaaanta coisa.....

segunda-feira, 26 de março de 2012

Nunca é tarde, às vezes é apenas cedo demais. 
Eu tenho que entender isso
Aliás, eu tenho que entender tantas outras coisas... 
 E geralmente elas caem pelo caminho.
E vão caindo, caindo, caindo
Até que só restam poucas verdades

terça-feira, 20 de março de 2012

Vem outono, vem....




Que o OUTONO venha com bons ventos, que nos traga sorte, paz e amor, que não nos deixe desanimar e sofrer, por favor.... 
Que com as folhas das árvores também caiam as tristezas e decepções.... E só por uma estação, faça tudo dar certo, depois veremos o que fazer no INVERNO

Quer comprar uma rifa?

  Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista.Um coração como poucos. Um coração à moda antiga.Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
  Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos, e cultivar ilusões.Um pouco inconsequente
que nunca desiste de acreditar nas pessoas.Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu... "não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
  Rifa-se um coração que nunca aprende. Que não endurece e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural. Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
  Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões. Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.Este coração tantas vezes incompreendido.Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.
  Rifa-se este desequilibrado emocional que, abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente e, contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
  Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário. Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:" O Senhor poder conferir", eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer".
  Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconsequente.
  Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro caçador de aventuras que, ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
  Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree. Um simples coração humano. Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina. Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e, a ter a petulância de se aventurar como poeta.
                                                                                                                                   (Clarice Lispector)

segunda-feira, 19 de março de 2012

Hoje eu acordei...

Sabe, "tava" querendo falar. "Tava" querendo romper as barreiras, as minhas barreiras, as nossas barreiras.
O dia "tá" tão claro, vamos lá, levante-se, respire e tente novamente encarar o dia como um degrau, um grande degrau, daqueles que a perna quase não dá conta, o pé arrasta na beirada, uma, duas vezes, e quando consegue; vem o impulso pra levar o corpo. mas no fim você consegue, sobe mais um  louco degrau, passa por mais um dia.
Se os seus, os meus e os nossos dias não tivessem qualquer entreposto, qualquer mudança de plano A,B, C ou qualquer outra das 23 letras, não teria graça, não teria desafio e não faria de qualquer um O sobrevivente.
você não teria marcas do passado, você não teria rugas de preocupação ( um ponto que parece, esteticamente, vantajoso) , você seria fraco!
Portanto, quanto ao meu dia que não começara nada legal, resolvi esperar, quem sabe não passasse ao plano B. Reclamei como sempre das minhas bagunças, não falando do meu quarto. Mas sabe quando as coisas já não são completas, quando tudo lhe parece um meio termo? Quando sempre parece ter algo faltando, uma peça essencial para tudo ficar perfeito? Entende isso? Essa sensação estranha de sentir que sempre está faltando algo? Acordei assim. mas  meu alívio diário, escrever, decidi .
Colocaria um sorriso no rosto mesmo o mundo caindo, eu ia continuar, eu precisava continuar, nasci pra continuar.

Então?

Sozinho! É assim que me sinto longe de você. Procurei me cercar de amigos, e mesmo assim, ainda sinto muito a sua falta. Tive que aprender a mentir, afinal nunca quis ser o centro das atenções, nem que sentissem pena de mim. Mesmo sozinho, passei bons momentos, mas seu rosto nunca saiu dos meus pensamentos. Existiram dias que fiquei trancado, ouvindo músicas e simplesmente lembrando, como eras especial pra mim. Isso me faz mal, mas é inevitável. Assim como é impossível te esquecer. Tive que mentir muitas vezes um sorriso, e justificar as lágrimas, como felicidade. Confesso agora, que era pura tristeza com uma pitada de raiva. Tristeza de tê-la perdido, e raiva de mim mesmo, por saber que tal culpa era absolutamente minha. As coisas se tornaram mais complicadas quando decidi que eu não quero. É, eu não quero viver sem te ter. Dependo de você, literalmente. E sinceramente? Já não faço questão da minha liberdade. Viver no aconchego dos teus braços é o bastante pra mim. Não quero liberdade, quero você.

domingo, 18 de março de 2012

Raça (Des)umana


Meu peito dói,
e sinto vergonha de minha apatia.
Cordeirinho entregando-se ao carniceiro.
Reaja! Reaja! É o que meu espírito diz,
mas não é o que faço.
E agora? Esconder-se?
Fugir? Não aparecer?
Viver com medo?
Medo das crianças de rua,
dos sem-teto, dos bêbados,
das putas e putos, dos roqueiros
homofóbicos, trombadinhas...
Enjaular-se em casa?
Quero me lavar!
Quero minha mente tranqüila,
livre de todo esse trauma.
Ultimamente o humano só tem me enojado!

Suba!

Quando o seu inimigo esta refletido no espelho.
Vozes que cresceram com você. E tudo aquilo que nunca tentou, mas sempre achou que não podia. O olhar e opinião dos outros sempre querendo nos colocar para baixo. A lei da gravidade parece influenciar nossa auto-estima. Voar, sonhar, subir não é aceito.
Vencer a imagem que atribuíram a você. Auto-superação! Romper os limites impostos.
Descobrir ate onde você pode chegar, quais são suas reais limitações. Mesmo sem aplausos, sem urros de incentivo, continuar lutando e no final vencer os próprios medos, vencer-se!

“Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura”

sábado, 10 de março de 2012

To be


Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser. Vá para onde você queira ir. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.


O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado. A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar, duram uma eternidade.


A vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre.

Acenda-se

 

Chegava mais uma noite e com ela, o momento só dele, o momento em que os sonhos assumiam forma, não estamos falando do ato de dormir e sonhar, não, Era o simples fato de acender a luminária, aquela luminária que significava tanto pra ele.
Um cilindro de algum metal, cortado em diversas formas, aleatórias e disformes....
Ao ser aceso a luz, ultrapassava marotamente  suas formas disformes e engoliam a escuridão presente no ambiente, fazendo com que a atenção se voltasse toda para o abajur. e ele radiando sem se preocupar com a escuridão, sem se preocupar com nada.
É, assim são os sonhos....  disformes e capazes de varrer toda a negridão da vida e nos encher de luz.
Obrigado Luminária, e que você, a dos sonhos, não se apague!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Que os céus realmente não me permitam



Numa dessas conversas que começa como um desabafo, e vira uma ladainha de dor, sofrimentos e confissões, de onde menos esperei veio um discurso totalmente  coerente e ao ouvi-lo, é como se algo adentrasse minhas entranhas e desse um nó, o ar parece faltar, o raciocínio se sucumbe ao desespero, me tirando brutalmente da minha "caixinha". Foi basicamente assim:

Que os céus não permitam , os vinte anos estão acabando com você, agora você entende que não há ninguém por perto. 
Respire fundo, apenas sente-se, você está se despedaçando e rasgando nas emendas.
Que os céus não permitam que termine sozinho e sem saber por quê , aguente firme, espere pelo amanhã, você ficará bem
Está em seu rosto, está em sua mente, você gostaria de construir uma casa para você mesmo
Quanto tempo mais, quanto tempo você pode esperar, É como se você quisesse ir embora e se entregar, ao que ? Não sei, nem você sabe, rapaz!
Caia fora dessa, só você mesmo pode fazer seu futuro
Não sei como te tirar dessa, não sei como te tirar dessa

sexta-feira, 2 de março de 2012

Humor amargo, bem amargo


"Algumas coisas na vida podem não ter preço, mas tem troco, Por isso tu pode até pisar, mas quando eu levantar, corre, é só uma maneira de você mesmo se proteger, porque você sabe que tu ainda só tá em vida por que matar é, ainda, ilegal nesse país. E esse é seu problema, você não aguenta nem meia- verdade"

quinta-feira, 1 de março de 2012

Hã? Do que falamos?

Nesses tempos loucos onde o termômetro rasga sem dó a casa dos 40, ao desabafar para um grupo de futuros possíveis melhores amigos, um cidadão ainda desconhecido surpreende por uma irreverência
Nessa onda de calor nada ao fogo pode apagar.
Oo que isso rapaz- O malandro pergunta capciosamente, sem mesmo se identificar

Fogo... calor... alta temperatura, pressão subindo e descendo loucamente,
enjoo e moleza, conhece os sintomas?- respondo ligeiro pra com força retrucar
Risos frenéticos, pra mim, tudo ainda inédito.
Deu rima, deu rima- grita a menina
É, as palavras tem esse dom, vira e mexe caem em comum tom 
As pessoas não tem jeito mesmo. Vivem me virando pelo avesso!

E nesse cair, rir e levantar, falar e se salvaguardar vou- me indo.
Esperançoso pelo futuro que já dá as caras e de longe já o posso avistar

Estabeleça-se

Como dói um empasse.....
É muito tempo entre dar a primeira cartada  e o próximo movimento.
Uma escapatória parecia estar parada ali a me aguardar, mas ela foi- se à direita e eu à esquerda
Vendo quem ainda permanece na fumaça de dúvidas e sentimentos, isso  é angustiante, mata-me internamente
As unhas involuntariamente vão a boca e se começa um ratatá frenético.
O relógio indicava a hora em que o duelo completo deveria começar,
Duelo entre passado e presente, entre o que era e o que está sendo e ao ver tudo tão diferente dói, dói muito
Começo a imaginar, imaginar não, sentir, que não estou preparado para tal operação
Uma única certeza martela minha mente, não podemos continuar assim.
Então, vamos à luta, meu discurso, réplicas  e tréplicas, estavam prontos.
Ah, nos perdemos em algum ponto e isso não foi legal, Onde foram parar as promessas, os juramentos, os sonhos? Eu era seu, mas agora. Só você pode me dizer onde estou no seu mundo, seu encantado mundo de Sou feliz sem ninguém.
 Para, esse comportamento não era seu, eu podia fazer esse tipo de coisa mas você? Cadê sua centralidade?
Não te reconheço mais. Fale alguma coisa, não é seu feitio ficar calada.
E mesmo que agora seja diferente você ainda está aqui de alguma forma
Meu coração não vai deixar você ir e eu preciso que você saiba: Eu sinto a porra da sua falta
Você dizia que éramos sonhadores e agora estou vivendo o meu sonho.Ah como eu queria que você pudesse ver!
Tudo o que está acontecendo comigo
Estou pensando em voltar ao passado,é verdade que o tempo está voando rápido demais
No fundo to rezando pra que tuuuuudo dê certo pra você, caso contrário estou certo que verei lágrimas e se as coisas continuarem como estão, não poderei limpá-las, vai ser tarde demais

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Marchinha?

Foi carnaval, muita festa muita alegria e alguns palhaços no salão- literalmente-
Entre muita gente, muitas fantasias, confetes, serpentinas e aquelas espuminhas, minhas mortais inimigas, eu consegui a proeza de ficar chateado, por algum motivo, que nem eu mesmo sabia.
Desabafei com alguém que me pareceu ter algumas pré- opiniões sobre meu desabafo, ajudou. Muito.
Ah, me lembrei de uma épica marchinha, que insistia em adentrar meus ouvidos nas matinês, onde crianças fofas desfilavam altamente estilosas e contentes.
 A marchinha era mais ou menos assim:
Taí, eu fiz tudo p'rá você gostar de mim
Ah! meu bem, não faz assim comigo não!
Você tem, você tem que me dar seu coração
Opaaaa, quem disse? quem falou isso?
Acostume- se ao desapontamento minha cara, as pessoas não tem que te dar o coração coisa  nenhuma, o coração é uma coisa muito pessoal, se você sai por aí entregando seu coração pra alguém, só por que ele fez algo pra você, tá pedindo pra se fuder, desculpa, mas me parece a única saída.
Continuando na marchinha, tem uma estrofe onde a saudosa intérprete  parece ter acordado para a vida e aprendido a salvaguardar seu coração :
Essa história de gostar de alguém
já é mania que as pessoas têm
Se me ajudasse Nosso Senhor
eu não pensaria mais no amor
Também não vamos radicalizar né minha filha? Pedir ajuda aos céus pra não pensar no amor, aposto com você que você deve ter se apaixonado e amado várias vezes depois disso, tipo... Várias.
Mas beleza, você é famosa e quem sou eu?
Te permito, mas aprenda a lidar com o amor, valeu?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Coisas vãs, coisas não tão sãs

Hoje me deu uma vontade de escrever, sem um tema ou sem um fixo receptor.
Apenas uma vontade de deixar as palavras saírem, seguirem algum fluxo, que sinceramente não sei onde vai dar.
Me lembro de pessoas próximas, mas logo se esvaem da minha mente. Lembro do que Caio diria, sobre o amor, que insiste em não me acompanhar, e sobre a dor, que eu insisto em não abandonar mesmo que de forma que vai além dos meus desejos. Mas ele não saberia como me sinto.
É tão bom realizar suas vontades, como a faculdade que você queria, seus amigos na faculdade que queriam, amigos novos que chegam, amigos velhos que se vão.
Taí, um ponto que me preocupa, amigos velhos que se vão.  Porque se vão? Por que ao entrarem num relacionamento, ás vezes se esquecem de todas as promessas, de toda necessidade que temos de sempre correr pra alguém quando algo der errado.
Queria tanto ajudar, mas a paixão,amor, ou sei lá o que é aquela obsessão  toda, aparente cega.
Uma dor latejante acaba de se instalar na têmpora direita, fazendo com que só ela seja sentida, imaginada e que minha atenção se vire toda pra ela.
Dor dolorida, dor que assola, dor que tira o sentido e a luz das coisas, é ai vem uma enxaqueca daquelas.
Portanto convém, parar por aqui e tomar alguma coisa pra ver se ela se vai antes de atingir seu ápice.

Carnavalizar é preciso

É carnaval, e a folia....
Uma data marcada no calendário que sempre me traz felicidades, é inevitável, mesmo não gostando de samba, batuque ou qualquer outro ritmo nacional... Esse ano vai ser diferente, espero que seja muito melhor, estou apostando alto, num carnaval entre amigos, sozinhos, independentes e adultos .
Que o som do surdo que atravessa a avenida  me envolva e o passo seja acertado, que a batida adentre as entranhas e lá do fundo brote a alegria, a alegria de poder viver, a alegria de poder estar no lugar onde eu estarei,
Agora, a expectativa toma conta de forma nada ritmada e agressiva.
Que tudo de certo, eu peço ao Ita do Norte que ancorou na passarela

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Não guardar ressentimentos, não guardar.


"Já faz quase três anos", ele disse, num tom simpático. "Não é possível que você ainda tenha raiva de mim!"
"Bom...", tentei contra-argumentar, "não é que eu não goste de você... mas odiar é uma palavra forte, você não acha?"
"Como assim, eu não falei odiar."
Prossegui, sem prestar muita atenção no que ele dizia: "Ninguém aqui tá falando de nojo. Eu não sinto ânsia de vômito toda vez que alguém menciona seu nome numa conversa de bar."
"Quê?"
"Não é que eu olhe pra você e queira socar essa sua cara estranha e desproporcional até ela ficar ainda mais estranha e desproporcional, se é que isso é possível. Quer dizer, eu disse em algum momento que sentia vontade de cuspir em cima de você, com catarro e tudo? Calma aí, né?! Vamos ser sensatos. Não é como se eu desejasse que seu corpo entrasse em algum tipo de combustão interna e você explodisse e começasse a pegar fogo do nada. E depois você ficasse correndo de um lado pro outro, em chamas, urrando de dor, feito um demente dos infernos, que de fato você é. Seu demente dos infernos."
Ele ficou mudo.
   Eu sorri e dei dois tapinhas em seu ombro, como quem diz "desejo tudo de melhor pra sua vida". Vocês sabem, não sou de guardar rancor.
                                        

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Adorável psicose na casa ideal

                                            


Se os corações fossem pequenas casas, a cada pessoa seria destinado um cômodo.

A grande maioria jamais passaria da cozinha. Ficaria por ali, perambulando, à espera de um convite para a disputada sala de estar, onde tudo supostamente estaria acontecendo.
Enquanto isso, algumas pessoas seriam encaminhadas à área de serviço, onde tentariam colocar as coisas em ordem. Iriam lavar, passar, limpar. Tudo para agradar e, quem sabe, ser recompensadas. Mas, mesmo que o dono da casa as tratasse com carinho, no fundo, elas saberiam o seu lugar. 
Os que forçassem a entrada seriam mandados diretamente para o banheiro, onde ficariam presos até que o proprietário decidisse dar ou não a descarga final.
Aos poucos sortudos, caberiam os quartos. No plural, porque o dono da casa saberia que, ao longo da vida, iria receber mais de um hóspede importante.
Alguns seriam jogados no lixo, é triste admitir. E depois seriam levados para fora de casa, em grandes sacos pretos. Outros até trocariam de cômodo. Dentre os festeiros da sala, um deles poderia passar a noite no quarto. Talvez mais de uma. E, talvez, depois de várias noites, esse mesmo indivíduo poderia acabar indo embora pela descarga.
Não existem regras definidas para o funcionamento dessa pequena casa. Uma mesma pessoa pode ocupar diferentes cômodos em diferentes corações. Você pode estar fadado à área de serviço de um, mas também pode ocupar a suíte master de outro. 
Todos nós, se já não estivemos, ainda estaremos em cada um desses lugares e experimentaremos a frustração de não nos sentirmos devidamente alocados. Mas, com sorte, também saberemos como é bom ser escolhido para um cantinho quente e protegido da casa.
De todo jeito, a maneira mais surpreendente de se conquistar um coração é quando você entra pela área de serviço, de mansinho. Sem muito alarde, você chega até a festa da sala e, pouco a pouco, acaba se destacando entre os demais convidados. Quando menos espera, sua escova de dente já está no banheiro. Abrir a porta do quarto agora é uma mera formalidade. Porque, a essa altura, a casa inteira também é sua.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Eu só não te encontrei ainda.

Não estou surpreendido
Nem tudo dura
Tenho partido o meu coração tantas vezes,
Eu parei de me controlar
Converso comigo mesmo
Eu jogo conversa fora
Fico animado
E depois eu fico deprimido.
Eu tentei tanto para não a perder
Eu vim com um milhão de desculpas
Eu pensei, eu pensei em todas as possibilidades
E eu sei que algum dia tudo isso vai acabar
Vai me mudar e então nós daremos um jeito de resolver isso
E eu te prometo garota, que eu vou dar muito mais do que receber
Eu só não te encontrei ainda
Eu poderia ter de esperar
Eu nunca vou desistir
Eu acho que é a metade do tempo
E a outra metade de sorte
Onde quer que esteja
Sempre que tá certo
Você sai do nada e entra na minha vida
Eu sei que nós podemos ser maravilhosos
E baby seu amor vai me transformar
E agora eu posso ver todas as possibilidades
Eu disse amor amor amor amor amor amor amor .....
Eu só não te encontrei ainda
Amor amor amor.....
Eu só não te encontrei ainda

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Estado

      Tudo está perfeito. Mentira. Tudo está completamente perfeito misturado à bagunça que eu mesmo fiz no meu coração. Tudo está errado. Na mesa do meu quarto, ainda vazio, eu tenho a nítida visão de uma mesa sem papel, uma mesa sem caneta, uma mesa sem palavras que são frutos de uma mente sem inspiração. Aonde ela se esconde? Aquela doce inspiração que recai sobre mim suavemente como gotas de uma fina chuva em uma noite abafada de verão...?! Tudo isso é besteira. 
      Pra que tanta inspiração se não posso usá-la para arrancar suspiros de alguém? Pra que tanta inspiração se ela não será mais usada em cartas de amor sem sentido que serão guardadas em um armário junto de outras coisas inúteis ou rasgadas entre dedos nervosos? Pra que? Porque? E porque não escrever também?   
      Porque não colocar no "papel" tudo aquilo que me tormenta ou pelo menos metade daquilo que me tira o sono?! Daqui uma semana esse texto e essas ideias já terão sumido da minha mente, então se não escrevê-las agora nunca mais escreverei. É melhor fazer o que se tem vontade do que esperar uma "vontade melhor" aparecer. Faça. Seja. Planeje e execute.