segunda-feira, 2 de maio de 2011

Verbo ausente

lá passei os melhores e com certeza os piores momentos da minha curta experiência terrestre.
Entrar em lugar absurdamente grande e desconhecido e sentir- se abandonado, foi assim o começo, Medo, insegurança. Adaptação, ocorreu de forma lenta, muito lenta. Contudo, me juntei aos seus, nos tornamos um, já fazia parte de grupos, no início, afastado, no meio também. Quantas vezes era arrastado a um local apropriado para os esquecidos, que passavam da hora de dali serem levados.
Ali aprender, era uma espécie de obrigação, mas uma obrigação que vinha naturalmente, e ia fixando- se, a cabeças jovens e arritimadas. Ainda lembro da minha primeira escala de horários, sim, naquele lugar existia uma escala de horários. Tudo foi passando, a história sendo escrita, os problemas resolvendo-se, interpretações eram feitas. Hoje tudo aquilo transforma- se em saudades. Saudades, eu não queria dizer isso, assim, tão cedo, mas acontece que o sentimento vem, se instala e nem vemos só o notamos quando faz morada permanente.
Será que realmente merece minha consideração? acho que Sim... Foram 10 anos e não dias.
10 anos de insanidade total, aprendizagem irracional, amizades sem igual. Aprendi lá, respeito, como tenho saudades daquele bom e quente café dado por um nobre senhor aos sábados e simulados, prestatividade de pessoas que me atendiam sempre com sorrisos. Tá certo que ainda vejo defeitos, que como tal concertaria, pessoas pelas quais  não faço questão de lembrar, já que não me ajudaram em nada, e sempre criticavam.
Mas tenho de me curvar, ou um simples recordar que ali escrevi minha história e pra sempre serei marcado, um eu estudante

2 comentários:

Malu disse...

Bonito o texto,mas eu não tenho saudade nenhuma.
hahahahaha

Aiuri disse...

ah malu que isso???
mas brigadooo