Foi Natal, o nascimento do menino Jesus, esperanças das nações renovadas, desejos de paz entre todos. Lá estava ela, a anfitriã de uma luxuosa e estonteante festa, ou melhor ela ainda não estava lá, provavelmente aprontaria mais uma de suas molequices, mais uma de suas bizarras performances; como no casamento do primo, os olhos procuram, no qual o negro vestido bufante e volumoso tomou conta do altar juntamente com uma cara expressiva de desaprovação.
Ao perguntar para a matriarca da família onde estaria a bela filha do casal descobri estar ainda em processo de auto arrumação e que eu teria novidades naquela noite. A ansiedade tomou conta do meu corpo, pensei em adentrar o apartamento para procurá-la, sabia em que porta bater, a segunda após a escada, desisti, seria muita invasão. Mantive-me ocupado com os outros convidados, mantendo-me gentil e demonstrando interesses por algumas conversar desnecessárias.
Ufa, João Pedro, irmão da anfitriã, invade o salão, animando-me por ser alguém receptivo e com quem eu compartilharia assuntos mais interessantes, por termos poucos anos de diferença, Um sorriso,
-Oi João. Beleza?
- Brother quanto tempo? Que beca é essa? Você faz mesmo o padrão né?
- Ah nem é, a ocasião pede, a gente veste. Sua mãe deve ter se rasgado quando viu você assim.
- Ah ela não pode falar nada. Não dependo mais dela nem do Doutor pro meu sustento.
A conversa fluía e uns rostos eram-me apresentados até que ELA foi indiscretamente anunciada pelo pai. Como num filme, os olhos da festa procuraram o alto da escada, encontrando uma mulher perfeita, com um cabelo preso num penteado elaborado e num tom mais claro. Um vestido de um vermelho vivo e justo alinhava- se com o corpo sensualmente magro. Desceu o primeiro lance de escadas vagarosamente, e logo depois aguardou o amparo do irmão. Ela estava linda! Foi simpática com alguns convidados, apenas sorriu a outros, foi delicadamente grossa com a prima com qual não se dava bem, destacando a quem pertencia o brilho da festa. Me viu, veio imediatamente ao meu encontro- um abraço alegre e carinhos trocados.
A conversa fluía e uns rostos eram-me apresentados até que ELA foi indiscretamente anunciada pelo pai. Como num filme, os olhos da festa procuraram o alto da escada, encontrando uma mulher perfeita, com um cabelo preso num penteado elaborado e num tom mais claro. Um vestido de um vermelho vivo e justo alinhava- se com o corpo sensualmente magro. Desceu o primeiro lance de escadas vagarosamente, e logo depois aguardou o amparo do irmão. Ela estava linda! Foi simpática com alguns convidados, apenas sorriu a outros, foi delicadamente grossa com a prima com qual não se dava bem, destacando a quem pertencia o brilho da festa. Me viu, veio imediatamente ao meu encontro- um abraço alegre e carinhos trocados.
Juntamente com alguns amigos dela e de João fomos indo em direção a uma antessala pois ali os jovens estariam a salvo das obrigações sociais e podiam ser quem realmente eram. A escandalosa jovem elite carioca estava reunida- perigo para alguns. Ela me contou da vida nova, da faculdade, do trabalho, dos ensaios, sessões e carreira. Fomos felizes naqueles momentos, interação, brincadeiras com pessoas diferentes. Contei como estava minha vida no sul do estado, como tinha sido minhas terríveis aventuras e muito mais.
Foram momentos mágicos, me sentia um deles, como há tempos não me sentia. Eu a queria em particular, precisava de confidências, ela precisava de confidências. Um rapaz de aproximadamente 20 e poucos anos entrou na sala e foi recebido por todos, exceto por mim eu ainda não sabia quem era, após a vergonhosa apresentação descobrir ser o novo namorado da minha querida. Era um cara muito legal, e eu já conhecia seus pais por intermédio de meu pai. Ela estava feliz.
A festa continuou até o momento que o relógio marcou o nascimento do menino luz todos se cumprimentaram desejando bons sentimentos a todos. Para os amigos da jovem uma surpresa, para ela um enorme presente, um dos homens presentes na festa, que depois descobri ser seu agente, anunciou o convite de carreira internacional à nossa pequena Gisele Bündchen. Os pais e o irmão já sabiam e a decisão estava apenas em suas mãos. A nossa Little girl estava decolando e agora seria definitivamente, nada de viagens imediatas, semanais e sancionais que riscavam seu passaporte, ganharia agora um endereço fixo na Big Apple, a cidade de pedra onde os sonhos acontecem . Ela ficou ainda mais radiante e emocionada com o fabuloso presente de natal. É óbvio que teria que fazer algumas concessões , como a faculdade, alguns amigos e uns sonhos que tinha por aqui, mas tudo seria recompensado com fama, renome.
A melhor notícia da noite que passou a ser dela, fora recebida e o dia 25 de Dezembro tinha outro significado agora . Nós amigos estavam felizes por ela, a nossa magrela notável.
